Um fundo comum.
Três gerações de horizonte.
O Fundo da Casa é a infraestrutura material da linhagem. Não divulgamos valores. Divulgamos método: como é constituído, como é governado, como é investido, como é prestado conta.
Para que existe.
Sucessão familiar
Bolsas e contrapartidas para filhos e afilhados de irmãos em formação — graduação, pós, estágios no exterior, primeiro ano de carreira. A Casa intervém onde o patrimônio familiar ainda é jovem.
Amparo institucional
Sustento da estrutura da Casa: Mesa Grande, retiro dos Mestres, Cadernos, Arquivo, logística das câmaras regionais. O custo de ser uma instituição permanente, não um coletivo temporário.
Socorro mútuo
Assistência rápida a irmão em dificuldade grave — doença, perda patrimonial, processo judicial injusto. O luto coletivo também opera aqui: família de irmão partido é amparada no primeiro ano.
Projetos das câmaras
Editais internos para projetos propostos pelas câmaras — pesquisa, dossiê, cátedra, laboratório, programa de formação. Nunca em concorrência com o capital privado dos irmãos; sempre em complemento ao que o mercado não financia.
Quem decide.
Chanceler do Fundo
Sempre um irmão da Câmara do Capital. Mandato de dois anos, renovável uma vez. Presta contas trimestralmente à Mesa e anualmente à Mesa Grande.
Comitê do Fundo
Chanceler + um representante de cada câmara. Delibera sobre alocação, editais, socorros e investimentos. Voto qualificado para operações acima do teto.
Auditoria externa
Auditoria independente anual por empresa brasileira idônea — sem irmãos da Casa no quadro. Relatório entregue à Mesa Grande.
Conselho dos Antigos
Poder de veto sobre decisões do Comitê que comprometam a linhagem. Usado raramente; fundamental quando usado.
Escriba
Registra todas as decisões do Comitê no Arquivo Vivo. Atas com prazo de abertura institucional — nunca pessoal.
O que o Fundo não faz
Não remunera Mestres. Não financia campanhas políticas. Não cobre despesas pessoais de irmãos fora das finalidades. Não investe em ativos cuja origem contrarie o Código.
O que publicamos.
Publicamos, ano a ano, o relatório institucional do Fundo: finalidades atendidas, número de beneficiários por finalidade, parecer da auditoria externa, ata resumida da Mesa Grande. Não publicamos nomes de beneficiários nem valores individuais. A Casa presta contas do método, não das pessoas.
Relatório Institucional · Ano XXV (jubileu)
Balanço de um quarto de século desde a fundação em MMI. Consolidação patrimonial, auditoria independente, editais de cada câmara renovados.
Relatório Institucional · Ano XXVI
Primeiro ciclo de ação pós-jubileu — revisão de finalidades e renovação do Comitê.
Parecer dos Antigos · Jubileu
Leitura do Conselho dos Antigos sobre os 25 primeiros anos — aderência à finalidade, ajustes de método, horizonte da próxima geração.
Como se contribui.
O Fundo é composto por aportes dos próprios irmãos — regulares e extraordinários — e por parcerias institucionais firmadas pela Mesa. Não aceitamos doações anônimas, tampouco doações vinculadas a finalidades que contrariem o Código.
Aporte regular
Cada irmão contribui, mensalmente, em percentual proporcional à sua renda. O percentual é fixado pela Mesa Grande e varia entre câmaras — menor para irmãos no início de carreira, maior para os em estabilidade.
Aporte extraordinário
Em chamadas de capital para projetos específicos — editais grandes, socorros extraordinários, oportunidades únicas. Sempre votadas em Mesa de Câmara.
Parcerias institucionais
Instituições parceiras podem co-financiar projetos específicos — cátedras, laboratórios, bolsas — desde que sob as regras da Casa e com o parecer do Comitê.